Os protagonistas
Cada partido traz para a mesa lideranças de destaque no estado:
• PP: presidido pelo deputado federal João Maia, figura de influência no interior e articulador estratégico.
• União Brasil: sob o comando do ex-senador José Agripino, também conta com o prefeito eleito de Natal, Paulinho Freire, e dois deputados federais, Benes Leocádio e Carla Dickson. Esta última assumirá em janeiro a vaga de Paulinho, que deixará a Câmara Federal para a Prefeitura de Natal.
• Republicanos: presidido pelo prefeito de Natal, Álvaro Dias, que fortalece o partido na capital. Há ainda rumores de que o deputado federal Robinson Faria, atualmente no PL, poderá migrar para o Republicanos, consolidando sua influência. Recentemente, a comissão provisória do partido foi renovada, com Dias à frente até 2026.
O que está em jogo
Se a federação se concretizar, a nova configuração será um dos maiores blocos de poder no estado, unindo forças que comandam prefeitos, parlamentares e lideranças regionais. A questão principal é: quem será o líder dessa nova força política?
A articulação também levanta especulações sobre o impacto nas eleições municipais de 2024 e na composição de forças para 2026. O controle dessa federação poderia moldar alianças, lançar novos candidatos e influenciar diretamente a governabilidade no estado.
A pergunta que ecoa
Com João Maia, José Agripino e Álvaro Dias no mesmo grupo, o equilíbrio de poder interno será um desafio. As decisões estratégicas, como coligações e prioridades políticas, dependerão de um alinhamento entre essas lideranças, ou a federação poderá enfrentar conflitos internos.
Independentemente de quem “dará as cartas”, o fato é que a formação dessa super federação promete mexer com o tabuleiro político potiguar. O RN se prepara para um novo capítulo em sua dinâmica política, e os próximos meses serão decisivos para definir o rumo dessa articulação.
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